RUBRICA : " O papel da fisioterapia no acidente vascular cerebral ".
No nosso “Sabia Que...” de hoje, Fantina Teixeira, fisioterapeuta na nossa Instituição, aborda o tema: O papel da fisioterapia no acidente vascular cerebral:
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade em todo o mundo tendo grande repercussão na qualidade de vida dos doentes.
Em Portugal, o AVC é a primeira causa de morte e de incapacidade nos idosos, assumindo por isso grande importância na reabilitação, no sentido de ajudar o doente a readquirir capacidades perdidas e a tornar-se novamente independente, por conseguinte, os prestadores de cuidados têm um papel muito importante.
Uma vez que os défices resultantes do AVC a nível físico, emocional e cognitivo-comportamental são múltiplos, a intervenção de uma equipa interdisciplinar e interativa de profissionais especializados em diferentes áreas (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas da fala e ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais) é necessária para maximizar a recuperação e facilitar a reintegração no ambiente familiar e social.
A fisioterapia pode contribuir, e muito, para minimizar ou até mesmo eliminar por completo a maioria das sequelas. Inicialmente, deve-se detetar a causa do AVC e numa fase posterior começar a trabalhar na resolução desse novo “desafio”. Assim que o paciente esteja estável e ciente da sua situação e da extensão das suas sequelas, deve-se iniciar o tratamento de fisioterapia. Um programa fisioterapêutico precoce, intensivo e eficaz é sempre necessário e importante, principalmente no que diz respeito à capacidade de prevenir possíveis complicações, aumentando desta forma a expectativa e a qualidade de vida do paciente.
A reabilitação após o AVC significa ajudar o paciente a usar plenamente todas as suas capacidades, a reassumir a sua vida anterior, para que se adapte à sua atual situação. Essa reabilitação consiste na aplicação de um programa previamente definido, através do qual a pessoa no pós-AVC, mas ainda convalescente, mantém ou progride para um maior grau de independência.
Um aspeto extremamente importante é estimular o paciente a ter o máximo de independência para realizar as suas atividades diárias, das mais simples às mais complexas, bem como promover a sua mobilidade e a sua reabilitação o mais precocemente possível, logo que a situação clínica o permita. Neste processo de reabilitação, devem estar envolvidos o paciente e a sua família.
Em suma, a equipa de assistência ao paciente com AVC (médicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e terapeutas da fala) é essencial para que a efetividade e a eficácia no tratamento pós-AVC sejam mais proveitosas.