Balcão Móvel para a Inclusão promove integração profissional em Freamunde
O nosso Balcão Mõvel para a Inclusão (BMI) continua a afirmar-se como um agente ativo na promoção da inclusão profissional de pessoas com deficiência e incapacidade, tendo, recentemente, promovido e acompanhado a integração profissional de Luís Silva e Carlos Pereira, na Junta de Freguesia de Freamunde, onde ambos irão desempenhar as funções de jardineiro.
O processo teve origem numa sinalização do Departamento de Saúde, Integração e Inovação Social da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, através de Mónica Cardoso, no âmbito de uma parceria com a Obra Social e Cultural Sílvia Cardoso, representada por Mara Cardoso.
Na sequência desta sinalização, a equipa do BMI estabeleceu contato com os beneficiários, “com o objetivo de realizar uma avaliação psicológica, proceder ao levantamento das suas expetativas e identificar os seus interesses e objetivos profissionais”.
Durante este processo, ambos manifestaram o interesse em integrar a Junta de Freguesia de Freamunde. Perante esta intenção, o BMI explica que procedeu “à articulação com a referida entidade, de forma a avaliar a viabilidade da sua integração profissional”.
Para Luís Silva, esta oportunidade representa um passo importante rumo à autonomia, referindo sentir-se “mais confiante e valorizado” e destacando o impacto positivo do trabalho, na sua “responsabilidade e organização diária”.
Também Carlos Pereira sublinha que o acompanhamento, ao longo de todo o processo, foi determinante “para ultrapassar receios iniciais”, mostrando-se “motivado e satisfeito com esta nova etapa profissional”.
O Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde, Arménio Ribeiro, destaca que, “esta integração reflete o compromisso da autarquia com a inclusão social”, sublinhando a importância de criar oportunidades reais, para todas as pessoas. Segundo o autarca, a Junta acredita que, “a diversidade enriquece a comunidade e que a inclusão no mercado de trabalho deve ser encarada como uma responsabilidade coletiva”.
De acordo com a equipa do BMI, “a integração profissional implica vários desafios”, nomeadamente, “a falta de experiências profissionais prévias, o preconceito ainda existente, a fragilidade emocional das pessoas acompanhadas e atitudes superprotetoras que podem limitar a autonomia”.
Ainda assim, o acompanhamento contínuo e a articulação entre entidades são fundamentais, para garantir integrações sustentáveis.
A equipa reforça que “o impacto do trabalho vai muito além da dimensão profissional, contribuindo para o aumento da autoestima, a criação de rotinas, o reforço das relações sociais e a participação ativa na comunidade”.
Para as entidades empregadoras, a equipa considera que “estas integrações promovem uma cultura organizacional mais inclusiva, responsável e atenta às capacidades individuais”.
"No BMI acreditamos nas capacidades, não nos limites. Mais do que oportunidades, criamos possibilidades", garante a equipa. E deixa, ainda, uma mensagem às entidades empregadoras: "Inluir pessoas com deficiência ou incapacidade no mercado de trabalho não é um ato de caridade, mas uma escolha consciente, humana e com impacto real".